Desenvolvimento da Agricultura Familiar | 24 de setembro de 2019

Agricultores familiares aprendem técnicas de convivência com o semiárido

Dando seguimento ao Plano de Ação de Segurança Alimentar e Nutricional para os agricultores familiares de todo o estado, o projeto Bahia Produtiva está realizando atividades de campo nos 27 Territórios de Identidade da Bahia para disseminar informações sobre o uso de Plantas Alimentícias Não Convencionais (Panc).

Durante esta semana, agricultores da comunidade de Pereiros, no município de Senhor do Bonfim, receberam os técnicos da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf), prestadora de assistência técnica e extensão rural (Ater) contratada pelo Bahia Produtiva, que realizaram ações direcionadas para a aprendizagem de técnicas de convivência com o Semiárido, com foco em alternativas de irrigação, utilizando garrafas pets.

A iniciativa é um desdobramento da formação em alimentação e nutrição para mais de 80 técnicos de assistência técnica e extensão rural, que atuam no Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a VP-Centro de Nutrição Funcional.

A formação visou aumentar a diversidade alimentar dos agricultores por meio de consumo de alimentos da biodiversidade e das Panc, por meio de estratégias como a de conhecer os alimentos para poder identificá-los e implementar espécies de cada biodiversidade. Além disso, os participantes aprenderam técnicas de plantio e preparo adequado desses alimentos e estão aptos a multiplicar o conhecimento para mais de oito mil agricultores familiares de comunidades tradicionais baianas, e agora estão colocando em prática o que aprenderam.

Segundo o técnico de Ater Kleyton Gualter, a prática contou com a implantação de um canteiro experimental de Panc: “Estamos trabalhando visando a proliferação de hortaliças não convencionais das comunidades atendidas”.

A agricultora Normacleusa da Silva Pereira lembrou que a palma é um alimento historicamente consumido pela comunidade: “Desde os nossos antepassados consumimos a palma como alimento e o projeto vem dialogando sobre isso. O quanto que esse alimento é rico nutricionalmente para o consumo humano, porque ele é apresentado mais para o consumo animal. As famílias têm a produção no próprio quintal. É um produto acessível, não compromete a renda e pode ser transformar em deliciosos refogados”.

Para a agricultora Anaildes Elizete de Jesus, a ação, além de proporcionar as mudas de plama para plantio, está levando conhecimento de como se alimentar melhor: “Depois do que aprendemos, acho que todo mundo vai querer experimentar e vai gostar. É uma comida que não tem veneno, é natural, a gente pega a folha novinha, tira os espinhos e faz o picadinho igual quiabo, faz um refolgado, escorre e coloca o tempero e fica muito gostoso. As plantas novas servem pra gente se alimentar e as demais para os animais”.

Fonte: SDR / Gov. Bahia

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